Cada cabeça é uma sentença.
Vamos vender o nosso equilíbrio por aulas de Yoga.
Trocar nossos rádios por pilhas,
Recarregar o celular com o fio da televisão.
Mastigar urânio com arroz e feijão.
Escrever na mesa e apagar a tinta com borracha e caneta.
Dançar reggae no embalo do perneta.
Comer cactos e cuspir agulhas,
Beber café e urinar fagulhas.
Tomar álcool até o motor funcionar.
Vamos deslizar nas paredes,
Usar o desfribrilador até o coração parar.
Vamos andar para trás, como os relógios do conde.
Cuspir fogo e espirrar gelo.
Arrumar as nossas malas para uma viajem astral.
Tirar minha pele pra te dar-te um casaco de pêlos.
Fazer o nosso governo uma anarquia geral,
Encurralar o demônio na encruzilhada.
Matar nosso Deus com uma lança e uma espada.
Zombar de nossos filhos, matar os nossos índios.
Descobrir a melhor maneira de apertar uma mão.
Decodificar o pensamento do criador, criando ervilhas.
Dizimar, aniquilar e destroçar a mais fraca nação.
Fazer amor e paz, montando guerrilhas.
Gostar tanto pra fazer o sangue jorrar.
Flutuar em cima da cama,
Usar rosas como punhal no peito de quem se ama.
Usar uma guitarra como agente apaziguador,
Enquanto a socamos contra o maldito ditador.
Enquanto pássaros voam nos mares,
E peixes nadam no asfalto.
Enquanto mandamos tudo pelos ares,
E cantamos a canção do holocausto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário