Quando morrer quero que me enterrem
Com o meu cajado e minha coroa de ossos,
Com meu amor e com os meus vícios,
Os meus defeitos, as minhas virtudes.
Pois quero em vida tudo o que querem me dar em morte,
Pois quero em vida,quebrar o limite do limite do limite,
Porque eu quero em vida, tudo o desejo da carne saciada.
Pois eu caí do paraíso, e aqui não há coros ou nuvens,
Não mandaram, não vieram, anjos pra me resgatar.
Na minha vida exarcebada onde só há verdade em minha boca.
Do suspiro, do retiro, que eu pretendo dar.
Quando por fim resolverem que devo partir, saiba que foi por amor.
Quando meus pés não tocarem o chão, o motivo foi justo.
Tenho a minha espada e meu candelabro,
Tenho a minha taça, e minha fonte de luz.
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