Tinha um pedaço de açúcar no meu lábio.
E eu cancelei a ligação antes do primeiro toque.
A realidade parece um vórtice agora.
E cada dia passa eu vou ficando mais louco.
Minha mão esquerda já não fecha com toda a força.
E tem um caroço no meu dedo-médio.
Eu não vou ligar pra você. Você não merece.
Mas eu ligo por que desejo tanto.
E eu não sonho. Não tenho mais sonhos. Não recebo mais avisos.
Agora minha mente divaga quando uma partícula de poeira passa.
E eu escrevo tanta besteira. Desenho tanta coisa tosca.
E dizem que é arte. Arte é o que eu faço pra conviver com meus pais.
Arte é quando eu me arrepio todo quando piso no palco.
Pouco me importa o teu sorriso. Tenho que cuidar do meu
E não espero tanto que passes por mim,
Deixo os idiotas a corteja-la sabendo que eles não têm chances.
Escrevo este monótono texto para dizer-te
Que a tristeza já não seduz as minhas lágrimas.
E as belas coisas ainda tiram o meu fôlego.
Eu não faço sentido, eu não tenho manual.
Eu apenas existo.
sábado, 23 de outubro de 2010
A realidade de um lunático
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