quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tinta mística

Ela escreveu na parede de meu quarto,
Por mais que eu tente, sei que a tinta não vai sair.
Bons tempos costumam passar,
Mas há coisas que a memória não apaga.

Não sinto peso do fim ou alívio.
É como se a tinta esteja ainda pra vir. Talvez demore...
De qualquer forma, não dá pra esquecer,
Por que as palavras entram na minha mente,
As inscrições tiram meu sono...

Você nunca sabe o quanto vale pra alguém.
Você é como palavras Diversos empregos e sentidos.
Mas marcas em paredes não sofrem reformas.
Só a branca tinta poderá as apagar.

Pior, só quando não se quer apagá-las,
Não quero apagar...
O tom, o toque, o cheiro forte... O momento
As palavras(...)

Ela escreveu, na parede de minha mente...

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