Eu sou o grito que ecoou no escuro do teu quarto.
Sou a fúria de quem pôs tudo a perder,
Sou o amor, e me ofereço em sacrifício,
E o ódio, que jamais há de esquecer.
Sou a luxúria do jovem apaixonado,
E o desejo profano de quem ama,
A vontade devassada de tê-la na cama.
Sou as luzes que se apagam no fim do espetáculo,
E a heresia do homem que tem fome,
Sou a frustração de quem falhou mais uma vez,
E a memória que esquece o próprio nome,
Sou o álcool que sobe a sua cabeça e lhe faz enlouquecer,
E o suor de toda a sintonia, que os amantes fazem ter.
Tiago Santos
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