domingo, 26 de setembro de 2010

metamorfose

Ele olhou para o céu nublado e viu as gotas caindo em direção a terra. O vento balançando os galhos das árvores, as folhas voando aleatoriamente, um adeus antigo de quem mata um grande amor. De onde via, as coisas pareciam pequenas e insignificantes. Os problemas pareciam agora, pequenos alfinetes e em seu dedo havia uma pequeno filete de sangue.
O pelo da nuca se arrepiou com a primeira gota que caíra, parecia que Deus resolveu chorar. Um jornal no chão começou a ser encharcado. Cada gota parecia uma bala. Se lembra dos antigos sonhos e companhias. Coisas que tinha e queria. Agora estava tudo fora do que era considerado real. E todo senso de físico e psicológico fora misturado e destilado. Várias vezes.
Ele se levantou da beira da montanha. Viu as cidade, viu as luzes, sentiu saudades. Levantou a gola de seu casaco e começou a andar. O vento empurrando seu corpo, as folhas se chocando contra sua roupa., seu cabelo esvoaçado, o cheiro da floresta que o cercava. Ele pensou em dizer. Ele pensou em dizer a todos o que acontecera. Mas pra que? Pra que dizer a alguém que ele havia mudado?
Eu me despeço do que sobrou do que era Walter Signun, e abraço o meu futuro. Ele foi fraco o suficiente para se deixar julgar, quanto a mim, que eles descubram.

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