sábado, 10 de julho de 2010

Sem título III

Quando acordar amanhã procurando as flores e o teu café,
Perceberá que eu não era dependente assim.
E que sua imprudência e inconsequência,
São as raízes do teu pecado.

Quando souber que eu não ando mais por aí sem eira nem beira,
Verás que foi você que ainda não cresceu.
Que esse desejo insaciável, sua fúria incontrolável,
Lhe fez perder um amigo pra vida inteira.

Quando cansar desta aventura rotineira
Criará consciência que o amor lhe faz falta,
A porta não estará mais aberta.
Ela esteve por tempo demais.

Talvez eu não devesse ficar,
Talvez você devesse ir.
As vezes tentamos fazer o errado dar certo.
Mas o que é o certo e o que é o errado?

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